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agosto 17, 2010 / Cantanhede, L

Introspecção

As vezes, sei lá, dá uma tristeza do nada.

Eu sempre me orgulhei de não externar minha emoções e sempre – tá, quase sempre – manter o controle, mas acho que o meu potinho de sentimentos, que eu insisto em tampar, tá querendo explodir. Pra ser bem sincera, acho que ele começou a raxar. Deixando as metáforas de lado, desconfio que essas semanas cheias de acontecimentos que eu tive contribuíram pra minha semi-crise.

Primeiro que uma amiga minha da dança, Raissa, vai se mudar pra Portugal. Eu já sabia disso há milênios, mas só agora que chegou a hora do “vamo ver” é que caiu a ficha. Mas os fatos vão muito contra essa pontinha de tristeza que eu sinto toda vez que lembro que ela vai embora. Eu falo com a Rah muito, mas muito mesmo, exporadicamente; tipo duas ou no máximo três vezes ao mês. Isso porque Manaus é um ovo e eu a encontro com certa frequência. Se não fosse isso, provavelmente eu não falaria com ela há uns 2 anos e só a encontraria nos espetáculos do Teatro Amazonas. Agora me explica, por quê diabos eu estou triste? Andei aqui pensando e só encontrei duas possibilidades: eu, provavelmente, devo ter acordado pra vida com essa mudança da Rah. Tenho leves desconfianças de que meu cérebro associou essa notícia com o fato de que o tempo está passando e a minha vida simplesmente está estagnada, então le resolveu me dar um chute pra ver se eu acordo. Bom, acho que deu certo. A segunda possibilidade é de que eu esteja me colocando no lugar dela (eu faço isso em diversas situacões com muita frequência), e eu sei o quanto a ela está triste por estar largando tudo inacabado por aqui pra se aventurar em terras lusitanas. Só digo que se fosse eu, já tinha dado meu jeito de ir pra lá com uma semana de antecedência!

E pra quem não sabe, semana passada eu quase morri. Não sei se quase morri de verdade, mas a sensação com toda certeza foi de estar quase morrendo. Desde os 14 anos sinto palpitações…não, palpitação não é a palavra pra explicar isso. Eu sinto como se meu coração pulasse uma batida. Mas é só uma batida mesmo. Eu sinto uma leve falta de ar e logo depois fica tudo bem, como se nada tivesse acontecido. Aos 16 anos eu fiz uns exames e o médico falou que não era grave e que só era eu continuar dançando e sendo feliz que tudo ia ficar bem. Acreditei né. Pois bem, semana passada eu comecei a sentir dor de cabeça, mas ela foi piorando até chegar num ponto que eu não podia nem abrir meus olhos direito que eu achava que minha cabeça ia explodir. Como se já não estivesse ruim, minhas palpitações começaram, mas pro meu desespero foi uma atrás da outra, me causando uma falta de ar absurda. E isso nunca aconteceu. Como eu disse mais acima, eu sentia só uma puladinha de batida por mê e olhe olhe. Pra completar minha cabeça começou a pulsar. Eu podia jurar que estava começando a ter um treco (treco = avc/infarto/pressão alta). Mamãe sempre foi exagerada e sempre  que eu dava um espirro ela corria comigo pro médico. Mas dessa vez eu estava morrendo e ela resolveu utilizar a nova técnica de não-vou-me-desesperar dela e ficou falando “não é nada minha filha, vai passar”. Mas como não é nada minha senhora? Isso lá é hora de usar a técnica da negação. Bom, no final das contas eu não morri e só consegui dormir lá pelas seis da manhã. Em compensação comecei a me preocupar com a minha saúde pela primeira vez. Daí que eu comecei a pensar que podia ter morrido e não fiz nada de útil na minha vida ainda: não arranjei emprego, ainda não terminei a faculdade e não consegui nem estabelecer uma meta a longo prazo pra minha vida. Pode parecer exagero, mas quando eu tô calada e as pessoas acham que eu tô viajando, eu tô é pensando na vida e enchendo mais o meu potinho já superlotado.

E pra completar, eu não consigo arranjar um mísero estágio. Estou entrando no sétimo período e não consigo estágio. Isso é sinceramente o que mais me faz puxar os cabelos. De que adiantou mamãe ter gastado milhões durante 17 anos da minha vida, pagando mensalidades pra eu estudar no melhor – e mais caro – colégio de Manaus, se isso no final das contas não vai pesar no meu curriculum? De que adiantou passar na UEA? De que adiantou passar na UFAM se provavelmente os alunos da Nilton Lins (sem preconceitos) conseguem estágio mais facilmente que eu? Admiro muito a mamãe por querer ser ética e não “conseguir” um estágio pra mim, mas desse jeito fica muito dificil. Não sou egocêntrica o suficiente pra achar que isso é um complô contra mim, mas com certeza o fato de ninguém querer me dar o meu primeiro emprego deve significar alguma coisa. E primeiro emprego é estágio. E estágio dura só um ano. Se a pessoa quiser me chutar depois, não posso nem reclamar. Não tô querendo emprego. Não quero um salário absurdo. Só quero poder aprender, pra conseguir ser uma profissional melhor. Senão, no máximo, a faculdade vai servir pra me dar regalias pro crime que eu não vou cometer no futuro. Ninguém aprende algo de verdade se não colocar “a mão na massa”.

Acho que em geral, foram esses três acontecimentos que me fizeram parar de dizer hoje que “eu não me importo e não sinto nada em relação a isso” e me entregar um pouquinho. Se isso vai melhorar o resto da minha semana não sei, mas acho que pelo menos vou conseguir dormir hoje e não passar a madrugada pensando.

Com amor

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agosto 7, 2010 / Cantanhede, L

“Dança Manaus, dança o meu coração…”

Notícias maravilhosas. Neste Domingo (08/08/2010) ocorrerá a abertura do II Festival Amazonas de Dança (FAD), que tem esse ano como presidente de honra a primeira bailarina do Teatro Municipal de São Paulo, Ana Botafogo. Não sei vocês, mas eu quando ouço qualquer coisa sobre artes em Manaus, principalmente música, teatro e dança; fico que nem pinto na lama, feliz da vida. Na verdade as atividades do FAD já iniciaram na Quarta-feira no Ideal Clube. Além de todos os espetáculos se Deus quiser maravilhosos que serão apresentados no Teatro Amazonas, ainda haverá oficinas, palestras e convivências, sendo disponibilizado um total de 400 vagas.

Oficinas

A Oficina 1 de Dança de Salão foi realizada nos dias 4, 5 e 6 (desculpem, me atrasei na divulgação) e foi ministrada por Alex Carvalho.

A Oficina 2 de Ballet Clássico ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 em dois horários: das 17h30 às 19h e das 19h30 às 21h com 50 vagas disponíveis para cada horário. Será ministrada por Francisca Timbó.

A Oficina 3 de Dança de Rua vai ser realizada nos dias 21, 22 e 23 das 17h30 às 19h30. Será ministrada por Marcelo Cirino e contará com 59 vagas disponíveis.

Já a oficina de Processo de criação em dança, corpo, imagem e ação, será realizada nos dias 25,26 e 27 das 17h30 ás 20h30. Letícia Sekito ministrará a oficina que conta com 40 vagas.

Palestras

A palestra “Perfil da Dança e Mercado de Trabalho” será ministrada pela professora Carmem Arce no dia 10, das 10h30 ás 11h.

Sérgio Cardoso ministrará a palestra “Dramaturgia na Dança”, no dia 11, das 10h30 ás 11h.

A palestra “Vídeo Dança” será ministrada por Valdemir Oliveira no dia 12, das 10h30 ás 11h.

Ainda deve acontecer a palestra “Processo de Criação em Dança Contemporânea”, no dia 13, com Francisco Rider, das 10h30 ás 11h.

Convivências

A Convivência 1 ocorrerá no dia 9 de agosto, a partir das 14h, no Teatro Amazonas e será ministrada por Ana Botafogo.

A Convivência 2 acontece no dia 12, ás 17h e será ministrada pelos Coordenadores do Fórum da Dança da UEA.

Cecília Kercher ministra a Convivência 3 no dia 13, ás 17h.

As inscrições para as palestras, oficinas e convivências podem ser realizadas no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro das 8h as 12h e das 13h30 as 17h, no Setor de Formação Cultural, Bloco F. Inscrição gratuita!

Assim, particularmente, os únicos nomes que eu reconheço são Ana Botafogo, Cecília Kercher e Marcelo Cyrino, mas lógico que eu devo estar no mínimo desinformada sobre o mundo da dança pra não reconhecer os outros nomes. À propósito, espero que as coreografias do Festival estejam realmente boas esse ano. Não é como se eu fosse especialista em dança, mas acho que já ter dançando me ajudou a ter feeling pra dizer o que é bom e o que não é. Levando isso em consideração, não sei o que acontece com a dança em Manaus. Existem vários grupos de dança na cidade, mas talvez eu consiga contar nos dedos de uma mão, no máximo das duas, os grupos que são realmente bons.

Sendo justa, é até comum vermos bailarinos com desenvoltura e mostrando que possuem talento, mas acontece que existem pessoas que fazem coreografias horrorosas e muitas vezes ridículas. É fácil imaginar crianças dançando coreografias mais bobinhas, chega até a ser bonitinho. Mas imagina adolescentes ou pessoas adultas dançando coreografias bestas. Juro que em competições estaduais como o FEUDAM, o sentimento de vergonha alheia é quase constante. Gostaria muito que os coreógrafos fizessem uma autoavaliação. Você faz uma coreografia e assiste os seus alunos dançando: está funcionando? Eles dançam com empolgação? VOCÊ dançaria a sua própria coreografia? Se a resposta for não, ou você só teve um mal momento como coreógrafo ou você não é coreógrafo meeesmo. Lembrando que uma coreografia fácil – pra iniciantes, por exemplo – não quer dizer que a coreografia precise ser idiota. Muitas vezes a coreografia nem é difícil, mas impressiona bastante pelo estilo com que os alunos dançam. Um carão e uma jogadinha de ombro a mais fazem uma diferença enooorme. AH, lembrando que plágio não serve como autoavaliação né. Pelamordi, NÃO ao plágio de coreografias (assim como de música e blábláblá também)!

Apresentações

08.08 Dom. às 19h – Cerimônia de Abertura – Homenagem ao Presidente de Honra – Ana Botafogo

08.08 Dom. às 19h – Ana Botafogo – Solo “Coisas da Vida”

08.08 Dom. às 19h – Balé Folclórico do Amazonas – O Mundo de Yebá Belô

08.08 Dom. às 19h – Corpo de Dança do Amazonas – Cabanagem

09.08 Seg. às 19h – Reflexu’s Cia de Dança – Por Espelhos

09.08 Seg. às 19h – Ballet Arnaldo Peduto – Mostra de Repertório

10.08 Ter. às 19h – Grupo Espaço de Dança do Amazonas – GEDAM – Jurupari – O Filho do Sol

10.08 Ter. às 19h – Contem Dança Cia – Insights, imagens e ensaios.

11.08 Qua. às 19h – Homenagem – JOSÉ REZENDE e JOSE NOGUEIRA

11.08 Qua. às 19h – Francisco Rider Pereira da Silva – Verde Banguelo/ Alteração

11.08 Qua. às 19h – Cia de Dança Quasualidade – Entre Telas Cromáticas

12.08 Qui. às 19h – Entrecorpus Cia de Dança – Luz Ilusão

12.08 Qui. às 19h – Índios. Com Cia de Dança – Intervenção “Sob o Abrigo de …”

13.08 Sex. às 19h – Homenagem Póstuma – MARCELO NUNES

13.08 Sex. às 19h – Cia de Idéias – Incômodo

13.08 Sex. às 19h – Artista Independente – Companheiros

14.08 Sáb. às 19h – Teatro Amazonas – Cerimônia de Encerramento

14.08 Sáb. às 19h – Cecília Kerche e convidados – Noite de Gala em Manaus

Programação Paralela

Núcleos Jovem Cidadão

04.08 Qua. às 9h – Grupo de Dança Colégio Dom Bosco – Júlio Cesar de Moraes Passos Zona Norte

05.08 Qui. às 9h – Centro Cultural Nelson Neto – Daisaku Ikeda

Zona Leste

09.08 Seg. às 9h – Arte Pela Arte / Cia de Arte Cristã – Maria Rodrigues tapajós Zona Centro-oeste

Espaços da Cultura

11.08 Qua. às 18h – Amazônia Brasil Cia de Dança – Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola

12.08 Qui. às 09h – Grupo Origem/ Expressão e Vida – Centro de Convivência do Idoso – Aparecida

13.08 Sex. às 15h – Fundação Bradesco/ Grupo Francisco Rider – Teatro da Instalação

Intervenções no Largo

09.08 Seg. às 17h – Leão de Judá – Centro Cultural Largo de São Sebastião

09.08 Seg. às 17h – Olvidiá Dias – Centro Cultural Largo de São Sebastião

09.08 Seg. às 17h – Cia de Arte Cristã – Centro Cultural Largo de São Sebastião

09.08 Seg. às 17h – Black Syle – Centro Cultural Largo de São Sebastião

09.08 Seg. às 17h – Dançarte – Centro Cultural Largo de São Sebastião

10.08 Ter. às 17h – Weldson Rodrigues – Centro Cultural Largo de São Sebastião

10.08 Ter. às 17h – João Lúcio – Centro Cultural Largo de São Sebastião

10.08 Ter. às 17h – Caximira – Centro Cultural Largo de São Sebastião

10.08 Ter. às 17h – Ulisses Oliveira – Centro Cultural Largo de São Sebastião

10.08 Ter. às 17h – Mara Pacheco – Centro Cultural Largo de São Sebastião

11.08 Qua. às 17h – Andrew Stivem – Centro Cultural Largo de São Sebastião

11.08 Qua. às 17h – Jonatas Azevedo – Centro Cultural Largo de São Sebastião

11.08 Qua. às 17h – Marcos Prudente – Centro Cultural Largo de São Sebastião

11.08 Qua. às 17h – Claudio Santoro – Centro Cultural Largo de São Sebastião

11.08 Qua. às 17h – Dimas – Centro Cultural Largo de São Sebastião

12.08 Qui. às 17h – Dirlene Vieira – Centro Cultural Largo de São Sebastião

12.08 Qui. às 17h – Arte e Movimento – Centro Cultural Largo de São Sebastião

12.08 Qui. às 17h – Arte e Vida – Centro Cultural Largo de São Sebastião

12.08 Qui. às 17h – Escola de Artistas – Centro Cultural Largo de São Sebastião

12.08 Qui. às 17h – Ballet da Barra – Centro Cultural Largo de São Sebastião

13.08 Sex. às 17h – Cia Síntese – Centro Cultural Largo de São Sebastião

13.08 Sex. às 17h – Cia Encontro da Águas – Centro Cultural Largo de São Sebastião

13.08 Sex. às 17h – Hot Step – Centro Cultural Largo de São Sebastião

13.08 Sex. às 17h – Corpo em Movimento – Centro Cultural Largo de São Sebastião

13.08 Sex. às 17h – Grupo de Dança Cidade Nova – Centro Cultural Largo de São Sebastião

Só pra matar a curiosidade:  O título do post é só uma versão tupiniquim da música-tema no Festival de Dança de Joinville. Aqui vai o vídeo da música:

Pra dançar, dançar, dançar e ser feliz…

Fonte: Cultura do Amazonas e Portal Amazônia

Com amor

julho 29, 2010 / Cantanhede, L

Eu e a minha estabilidade instável

Contraditória não hein, mas explicarei.

Estava eu na madrugada, pensando nos direitos civis de manifestação com violência ou desobediência, tudo porque eu tinha acabado de ver o filme O Grande Desafio (The Great Debaters). Aliás, filme muito bom, com Denzel Washington – atuando e dirigindo – baseado em fatos reais, que conta a história de um professor de uma universidade do interior norteamericano que resolve fazer o possível e o impossível para levar seu grupo de debates para debater (duh) com os alunos de Havard. O filme se passa na década de 30, logo tem toda aquela temática de segregação racial e preconceito, o que, confesso, é a essência do filme. Filme simples e bem gostoso de assistir, mas se você viaja como eu, vai pensar muito sobre os temas debatidos no filme.

Mas voltando ao assunto do post, depois de ver o filme fui ler o blog da Kamyle e eis que descubro que o mais recente post dela teve como inspiração a minha pessoa. Na verdade, teve como inspiração a minha morgação, e lendo o texto comecei a me questionar: Mas por quê eu virei uma pessoa tão morgada?

Sim, virei, porque quem me conheceu no auge da minha juventude cof cof exagero cof cof sabe muito bem que eu era pau pra toda obra. Era só me chamar que eu topava tudo. Mas apesar de condenarem tanto esse meu status, resolvi defender a categoria dos morgados.

Motivos pra não sair

Se você mora em Manaus a tempo suficiente pra já ter conhecido todos os buracos dessa cidade e quase todas as pessoas, motivos não vão faltar pra ficar em casa sendo feliz sozinha.

Primeiro: falta de opção de lugares pra ir. Em Manaus existem muitos lugares iguais. Tipo, um monte de lugar que toca rock, um monte que toca forró, mas não é como se você tivesse muitas opções sabe? Sem contar que baseado em Deus sabe o quê, cada dia da semana tem seu lugar bom pra ir, Quarta é dia de Porão do Alemão, Quinta é dia de All Night e por aí vai. O problema, é que nesses dias que os tais lugares ficam realmente bons, todo a população converge pro mesmo lugar e você ainda corre o risco de encontrar aquele menino que você deu o primeiro beijo com, sei lá, 9 anos.

Bem vindo à Manaus!

Segundo: enjoa das mesmas caras. Esse é conseqüência do primeiro. Resumindo, aqui o negócio é o seguinte: cidade com 2 milhões de habitantes, relativamente grande, porém com muita cara de interior. Se você fizer besteira, no outro dia todo mundo vai saber. Por isso que eu sou bem partidária de sair só de vez em quando. Pense comigo: você pode sair as vezes, não vai enjoar mais do que o normal da sua cidade e ainda pode fazer uma besteirinha ou outra porque ninguém vai saber quem você é mesmo *.*

Terceiro: esse último motivo é só pra mostrar a minha revolta. GENTE, Manaus não tem show de nada que preste. Isso me deixa louca. E olha que eu nem sou lá muito exigente e tenho um gosto relativamente popular. Até gosto de samba, mais popular que isso só funk, mas samba pra mim tem que ser Fundo de Quintal e outros grupos/cantores da velha guarda. Lembro na época que eu vivia indo aos shows no Studio 5 com a mamãe, sentada na cadeira…pra mim era o paraíso dos shows ficar á sentadinha ouvindo Maria Rita, Jorge Aragão (sinta a minha velhice né). Tá vendo como eu não sou tão exigente? Mas nem isso tem mais. Agora a bagaceira toma conta da cidade: é Axé do todo-mundo-partilhando-fluídos-corporais, é Forró do encosta-no-cara-e-sai-grávida…uma beleza. E atualmente tá tendo um surto de Sertanejo. Pra mostrar mais uma vez como não é frescura minha, eu até iria no do Victor & Leo se não fosse em pleno Sambódromo – sem preconceitos nem nada, mas eu só topo ficar me esfregando em gente estranha se for por um show MUITO bom, tipo The Kooks, Kings of Leon, Damien Rice e afins.

Gaiola das Popozudas, atonron #NOT

Pra finalizar, mais uma reclamaçãozinha: o fato de pessoas como eu preferirem ficar em casa assistindo a todos os filmes existentes na face da terra, é culpa desses empreendedores sem criatividade e mercenários. Sinceramente, qual o prazer em copiar empreendimentos alheios? Sim, porque quando a população descobriu os prazeres de sentar em barzinho e ficar conversando, dezenas de bares brotaram na cidade. Quando descobriram os prazeres da comida japonesa, milhares de temakerias surgiram e assim por diante. Um dia eu também vou querer ser empreendedora e abrir a minha empresa, mas juro que toda vez que eu penso nisso, tento achar algo que não tenha aqui, que tenha diferencial, porque fazer o que outra pessoa já fez não tem a menor graça, sem contar que não tem aquela adrenalina do desafio. Por favor, sejamos mais criativos e menos ambicio$o$!

Com amor

julho 24, 2010 / Cantanhede, L

Eu indico: Cinema e Eu

E estou tirando pó da categoria Recomendo/dica. Eu estou me entregando a um novo vício. Sim, novo porque eu já tenho um outro vício antigo que é ler e reler meus livros de séries (sejam de Harry Potter, Twilight ou o que for), mas aí já é pra outro post. O vício da vez é ler blog. Não gosto de ler blog com um assunto em especial. O que me faz virar leitora fiel é a qualidade dos textos, independente do que sejam. Bom, vou fazer uma série de posts indicando os blogs que eu leio. E o de hoje é o “Cinema e Eu”.

O Cine e Eu é um blog sobre críticas de cinema. Tá, já sei, “mas tem um monte de site especializado por aí, por que você lê um blog?”. Primeiro, porque foi a Clau que indicou e confio cegamente nas sugestões dela – ela sempre me indica coisas legais, então nem contesto mais. Segundo que só lendo o blog pra saber. Confesso que AMO filmes, de qualquer espécie, mas não entendo nadinha de fotografia, edição e todos esse aspectos mais técnicos. Só acabo percebendo certos erros técnicos se eles estiverem gritantes ou ruins a ponto de interferir na estória e eu acabar odiando o filme. Então o Cine e Eu é perfeito pra mim. O Luciano, rapaz de 17 anos e dono do blog, escreve de uma maneira maravilhosa. Juro que é como se ele estivesse na sua frente, contando o que achou do filme. Sem contar que ele acaba abordando muito sutilmente os aspectos técnicos, mas nada que faça você querer parar de ler, muito pelo contrário. Ele foca bastante no enredo e nas entrelinhas (que eu adoro *.*). Apesar do blog ter pouco mais de 1 ano – iniciou em Novembro de 2008 – não há só críticas de filmes que estrearam somente nesse período. Têm muitas críticas de filmes mais antigos, como O Último Tango em Paris, Lolita e West Side Story.

Então é isso. Espero que divirtam-se lá tanto quanto eu me divirto (juro que já li quase todas as críticas).

Com amor

julho 20, 2010 / Cantanhede, L

Do direito e do esquerdo

Uma vez, quando eu fui fazer intercâmbio com as minhas amigas na Argentina, logo na Segunda-feira já teve uma big festa na nossa residência – isso porque havíamos chegado no Sábado, ou no Domingo…err, não lembro. Eu, muito empolgada porque era a primeira vez que viajava “sozinha” – sim, com aspas, porque viajar com mais 5 mulheres não é exatamente viajar sozinha né, – bebi demais e rápido demais. Ou seja, lá pela 1 da manhã eu já estava totalmente sem condições de ficar de pé quanto mais de fazer o 4 ao quadrado ou de curtir qualquer festa decentemente. Comecei a ficar enjoada e eis que surge um anjinho pra cuidar de mim. Clarinha, e minhas outras amigas também, me levaram ao banheiro e ficaram lá, segurando o meu cabelo e me dando sal pra minha pressão não baixar enquanto eu colocava toda aquela mistura que a Chacha fazia de álcool e coisinhas rosas pra fora. Aos poucos as meninas foram voltando pra festa, a final era só a nossa introdução no mundo das festinhas de residência, mas a Clarinha abriu mão e ficou lá comigo. Esperou eu tomar banho (by the way, eu tomei banho? Oo), e ficou comigo no quarto, levantando correndo com um cesto de lixo na mão toda vez que o enjôo voltava. Nunca mais esqueci.

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Se tem pessoa que mais tenta me fazer deixar de ser miada, é a Kamyle. Lembro que eu já estava sem encontrá-la a meses quando finalmente resolvi me dar uma chance de aproveitar uma balada e aceitei sair. E lá fomos no Sábado pra uma balada de um DJ suuuuuuper famosinho que juro de pés juntos que nunca tinha ouvido falar na vida, chamado Gui Boratto. Pra mim, música eletrônica pra ser boa, tem que ser trance e de preferência Infected Mushroom; apesar de não tocar nada disso na Musique Nuit, acabei indo. Juro gente, odiei. Odiei o calor, odiei a falta de espaço, odiei não conseguir dançar e principalmente: odiei a música. E olha que eu ainda tentei usar a tático do “bebe que tudo fica bom”, mas nem essa adiantou. Dona Kamylee estava lá toda animada, dançando loucamente e falando loucamente – kamyle estilo de vida né haha – e virou pra mim e perguntou: E aí Larissêêê, tá gostando? *acrescente um sorrisão nessa frase*. O que eu disse? Tô adoraaaaando. Ela: Jura? E eu: Lóóógico. E me deu outro sorrisão. Agora me diz, como eu podia dizer que não estava gostando quando a minha amiga tava toda feliz que tinha finalmente conseguido me tirar de casa e estava toda preocupada se eu estava me divertindo? Menti e nem me arrependo não. Foi só uma mentirinha de nada pra deixar minha amiga feliz que já fez muito mais por mim. Nunca mais esqueci.

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A Bruna sempre foi a Q que mais era ligada no “Foda-se”. Na verdade, acho que o “Foda-se” é um estado de espírito constante dela. Sempre preocupada com ela mesma, egocêntrica até dizer chega…Por mais que isso possa ser um empecilho pra conseguir ter amigos, acho que isso nunca realmente foi um problema pra ela. Muito pelo contrário. Mas  a Bruna tem uma qualidade da qual eu sempre fiz bom uso: ela sabe ouvir. Desde que não seja ladainha “porque meu ouvido não é pinico”, ela ouve com prazer, e ainda dá os pitacos dela. Lembro que desde a quarta série, uma coisa que eu comecei a adorar fazer era ligar pra ela pra contar os babados. A gente passava hoooooooras fofocando, divagando sobre a vida e fazendo planos. E o pior é que eu nem gostava tanto de ficar conversando no telefone assim. Até que um dia ela me confessou que ODIAVA telefone. Eu já fiquei com uma cara de bunda achando que tava sendo a chata que não parava de ligar, mas daí ela complementou dizendo que comigo isso mudava porque sempre parecia que ela tava conversando comigo cara-a-cara. Nunca me esqueci.

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Conheci a Maria (Clara) no segundo ano no Ensino Médio e nem falava com ela direito. Ela tinha acabado de voltar do intercâmbio e ficava tão calada o tempo todo, mas de qualquer maneira, a gente meio que tava no mesmo circulo de amizade, então vira e mexe nos falávamos. Até que no Terceiro Ano separaram as Q’s e na minha sala só tinha a Maria. Acabou que a gente se olhou e muito provavelmente pensou ao mesmo tempo: É, só tem a gente mesmo, vamos nos unir. E nos unimos. Bem mais do que eu esperava até, e acabamos descobrindo que tínhamos mais em comum do que pensávamos. Na verdade, no primeiro ano da faculdade, ela era a única das minhas amigas que entendia e sentia o fuego que estava queimando os nossos corpinhos adolescentes hahaha. E era a ela que eu recorria sempre que as minhas dúvidas hormonais surgiam. A Maria sempre me ouvia, e nem ligava pro fato de eu falar sem filtro!

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Não sei se tem pessoa mais animada que a Chacha. Se brigou com o namorado, ela te arrasta pra uma festa. Se tá com crise existencial, ela te arrasta pra uma festa. Se tá miadinha, ela te arrasta pra uma festa. Provavelmente se estiver com fome, ela também vai te arrastar pra uma festa. Mas agora ela tá namorando um cara super legal e sinceramente, eu não poderia estar mais feliz por ela. Só lembro quando a gente preparou um festa de aniversário surpresa pra ela. Deus sabe como, conseguimos esconder tudo até o último minuto e conseguimos reunir a maioria dos amigos dela. Ela passou a festa toda sorrindo e a gente sorria junto né, a final, o objetivo era fazer a aniversariante feliz. Deu até vontade de fazer outras festas-surpresa, mas ahhhhh se não desse tanto trabalho…A Chacha sempre foi a pessoa mais festeira do mundo. Só lembro de quando já estávamos arrumadas pra sair (eu, Kamyle, Chacha e Maria) e a Maria começou a passar mal. Acho que a pressão dela despencou em 5 segundos e juro que comecei a pensar que teríamos que levá-la pro hospital. E a Chacha foi a primeira a correr e passou a noite toda na mesma posição segurando ela e falando pra gente sair. Imagina né? Ficamos lá claro! No outro dia ela e a Maria acordaram marcadas de tanto que se atracaram ahsuhashua – depois que passa a gente ri. Nunca mais esqueci.

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Meu Deus, acabei de me tocar que não lembro quando comecei a ficar amiga da Clau. Não lembro mesmo. Acho que foi acontecendo aos poucos e de repente, PIMBA, me conquistou. Deve ter sido mais ou menos na época que ela me recomendou Twilight e PIMBA de novo, viciei! Até aí eu achava que era a única coisa que a gente tinha em comum, mas a gente começou a conversar e conversar e conversar e quando vi, estava adorando ser amiga de uma pessoa que eu achava ser tão diferente de mim. E o pior de tudo é que eu acho que a gente se aproximou ainda MAIS, quando ela foi pra Halifax fazer intercâmbio. A pessoa a milhares de quilômetros de mim, e a gente ainda consegue se aproximar mais. Eu nunca considerei uma pessoa que eu conhecia a pouco tempo tão amiga, não conseguia confiar. Mas com a Maria Cláudia foi diferente e parece que as etapas da amizade foram mais curtas. Eu pelo menos já considero ela uma grande amiga minha. A gente consegue ficar no mesmo ambiente sem falar e não ter aquela sensação de desconforto. Eu começo a falar e quando vejo, já contei tudo da minha vida pra ela. E, pelo que eu percebi, ela tem aquele mesmo problema que eu – e a Kamyle também por sinal – tenho. Tipo “eu gosto muito de você, mas não precisa me agarrar” hahah. É por essas e outras que eu digo que a Clau foi um presente surpresa que a UEA deu pra mim =D

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Bom, galera, citei 6 pedacinhos do meu coração, mas ainda tem mais. Tem a Luli, que eu quase não vejo, mas quando a gente se vê é como se continuasse a amizade de onde parou; tem a Luciana que daquele jeito bruto de ser dela, fala a verdade sempre na cara, me fazendo admirar a sinceridade dela; tem o Feijão que fica me alisando por mais que eu diga que não gosto, mas que tá sempre lá no MSN pra ouvir as minhas reclamações; e o Erik e o Adrian que estavam em uma das minhas maiores aventuras.

Obrigada por essa amizade maravilhosa gente.

Obrigada por me escolherem.

Eu não poderia ter escolhido amigos melhores.

Vocês estão do lado direito do peito, do esquerdo e na minha vida…Amo vocês!

Com amor

PS: acho que esse foi o post mais gay que eu já fiz hihi
julho 13, 2010 / Cantanhede, L

Vou me permitir…

Holaaaa!

Terça-feira. Copa chegou ao seu fim. Torci pra Holanda. Não prestou.

Mas assim a gente vai vivendo, né? Vamos esperar mais 4 anos até podermos nos esbaldar virar torcedores fanáticos novamente. Enquanto isso a gente se contenta com Olimpíadas – que vai ser na Inglaterra por sinal, ou seja, sotaques de tirar o fôlego 24hs por dia *.* -, amistosos e Mundiais de peteca pelo mundo a fora. Vou me despedir da Copa de 2010 com um momento dor de cotovelo:

Pois então, vamos às novidades.

Vocês lembram do post do Extreme Makeover? Então, já comecei a cumpri-lo *explode de orgulho*. Ai, juro que é a primeira vez que eu faço uma lista de resoluções e consigo cumprir…se continuar desse jeito vou começar a fazer “Wish lists” y otras cositas aqui pra que elas se concretizem.

Emoções a parte, a primeira coisa que consegui cumprir foi a parte do cabelo. Como eu escrevi no outro post, meu cabelo tava uma desgraça e resolvi trocar de salão. Resultado: meu cabelinho está hidratado como nunca e fazendo a alegria da sua dona! Já a segunda resolução cumprida foi a das roupas. Confesso que essa está semi-cumprida. Explicarei: Eu sempre tive muita dificuldade em comprar roupas porque eu não gosto de fazer compras e porque eu sou um pouco exigente em relação a tecido, corte, modelo e etc; então resolvi eu mesma escolher modelo e tecido e mandar fazer minhas roupas. Não é a coisa mais prática do mundo, a final eu tenho que ir atrás de tecidos, pensar em modelos, desenhar e depois levar tudo pra costureira; mas pelo menos eu tenho a satisfação garantida pela Suzy, minha costureira linda. Então já posso adiantar: já comprei uns tecidos, já desenhei uns modelos e já levei pra Suzy. Agora só falta ela me devolver tudo lindo. Eu até sai um dia desses com o meu cabelo orgulho-di-mamain, mas não tem uma foto que faça jus ao meu esforço de ficar apresentável, então assim que eu estiver com a Operação Extreme Makeover completinha, venho aqui e coloco uma foto.

Novidades contadas, vamos ao post de hoje.

Essa coisa de Extreme Makeover anda me deixando muito vaidosa e consumista. É uma obcessão por esmaltes (culpa da Clau, diga-se de passagem), por maquiagem, hidratante e mais qualquer outra coisa que envolva beleza, mulher e futilidade. Nha, pra ser sincera, nem acho que se cuidar seja futilidade. Pra se sentir bem vale tudo. Enfim, baseada nessa minha fase Diva, resolvi falar sobre roupas hoje.

Não sou especialista em roupas, não sei o que tá na moda e como já repeti 617711624 vezes aqui, nem de comprar roupa eu gosto. Mas sou suuuuper adepta do “olhar não tira pedaço”, então vivo olhando por aí as roupas que as celebrities usam nos eventos. Hoje, vou mostrar minhas roupas preferidas e as que eu detestei da Kristen Stewart, a final ela é a famosa que eu mais reparo nos eventos como fiel fã de Twilight que sou.

  1. GQ Men Of The Year (2007): Adorei! Golinhas são o meu fraco.
  2. Hot Topic Tour Hollywood (2008): eu tenho uma leve queda por esse blazerzinho *.*
  3. MTV Movie Awards (2008): Finge que nem tá aí!

  1. Much Music (2008): Xadrez, xadrez, xadrez, xadrez. Amo amo *.*
  2. Festa (2009): Mais uma vez minha queda por jaquetas, casacos, blazers e afins; me dominando!
  3. Tour Alemanha (2009): Achei diferente, gostei, é mini e tem o Rob na foto!

  1. MTV Movie Awards (2009): Vestido de tafetá Yigal Azrouel e tênis Converse (por incrível que pareça até com tênis eu gostei)
  2. MTV Music Video Awards (2009): Vestido Valentino e sapatos Rock & Republic (não consigo olhar pra essa foto e não lembrar de fada)
  3. Premiere New Moon Los Angeles (2009): Vestido Oscar de La Renta (aparentemente 2009 foi o ano que o dindin começou a entrar na conta né? Valentino, Oscar de La Renta…vida difícil essa)

  1. Premiere New Moon Teneessee (2009): Vestido “só Deus sabe” e sapatos Sergio Rossi
  2. Screening de New Moon em New York (2009): Vestido Valentino e sapatos Sergio Rossi (no site tem uma cor bem mais bonita no mesmo modelo do vestido que ela está usando)
  3. Teen Choice Awards (2009): Vestido Rock & Republic e sapatos Jerome C. Rousseau (não vejo razão pra alguém querer sair assim de casa)

  1. BAFTA (2010): Vestido Chanel (Chanel pra mim é sinônimo de tudo que é perfeito, mas odiei esse aí)
  2. Costume Institute Gala Benefit (2010): Vestido Chanel e sapatos Sergio Rossi (ela podia ter doado 2/3 do dinheiro que gastou com o vestido e utilizado o 1/3 restante pra comprar outro sapato)
  3. Elle Style Awards (2010): Vestido Pucci (achei que essa cintura lá em cima deixou ela meio quadrada…ou vai ver ela é quadrada Oo)

  1. Estocolmo Fan Event (2010): Vestido Zac Posen e sapato que-não-dá-pra-ver Brian Atwood (AMEI esse tecido!)
  2. Roma Fan Event (2010): Vestido ACHO que é Marchesa.
  3. Coréia Fan Event (2010): Vestido Prabal Gurung e sapatos Jimmy Choo (atonrei!)

  1. London Fashion Week (2010): Vestido Burberry *.* (suspira)
  2. MTV Movie Awards (2010): Vestido Dolce & Gabbana (acho que foi ela que estragou o pobre do vestido dessa vez oh. Achei que ficou meio estranho. Mas os tecidos são lindoss *.*)
  3. Academy Awards (2010): Vestido Monique Lhuillier (LINDO! Até a Kiki ficou com curvas nesse vestido. Aliás, vi esse vestido versão noiva *.* #vontadedecasar)

  1. Premiere Eclipse (2010): Vestido Elie Saab e sapatos muito possivelmente Jimmy Choo – Kamyle me informou que é um Louboutin gente, desculpaê *chora láfrimas de sangue querendo comprar sapato* (ainda não assimilei bem por causa dessa parad de manga-um-ombro-só que eu odeio. Mas não consigo odiar.)
  2. Premiere The Runaways Los Angeles (2010): Morri procurando, mas não achei. Só sei que é uma fofura.
  3. Premiere The Runaways New York (2010): Vestido Gucci e sapatos Sergio Rossi (o sapato voltou Oo mas confesso que ele é maravilhoso)

  1. Screening de Eclipse em New York (2010): Vestido RM by Roland Moret (eu quero *.*)
  2. The Late Show With David Letterman (2010): Vestido Herve Leger
  3. Photocall na Alemanha (2010): Vestido Versace (choquei =0 nem parece Versace e o vestido ficou melhor nela do que na modelo)

Vinte e quatro modelos depois, e depois de eu me permitir ser perua, jas aqui uma blogueira cansada, ufa!

Se a curiosidade falar mais alto, é só clicar no nome dos designers que vocês serão direcionados para os respectivos sites =D Beijinhos!

Com amor

julho 4, 2010 / Cantanhede, L

Brasileiro né?

Eu não gosto de estereotipar as pessoas ou grupos. Dizer que loiras são burras, que fã de Twilight não sabe o que é bom ou que “a galera do Norte” é preguiçosa e os sulistas são frios; mesmo porque, algumas dessas afirmações sendo consideradas verdadeiras, pra tudo na vida existe uma excessão. Não gosto de estereotipar, mas é basicamente isso que eu vou fazer nesse post, então me perdoem por me auto-contradizer.

Pra grande maioria dos brasileiros, Copa é uma oportunidade maravilhosa de se emocionar torcendo pelo nosso país. Para alguns muitos brasileiros é mais época de farra quase que ininterrupta e de reunir os amigos pra torcer pela seleção (mesmo não gostando de futebol). Para alguns poucos, é só um bônus que nós ganhamos a cada 4 anos com mais ‘feriados’ que nos outros anos. E para quase ninguém, é perda de tempo e de dinheiro, afinal, tempo é dinheiro. Brasileiro é assim mesmo: ou é 8 ou é 80. Eu tiro por mim mesma: sempre digo que amo uma coisa ou que odeio, nunca que acho legal ou tanto faz. Daí eu começo a explicar o motivo do post de hoje.

Sempre amei o Dunga. Achava maravilhoso o jeito explosivo dele, as respostas rápidas na ponta da língua e toda a rédea curta sob a qual ele mantinha os jogadores. Acho que isso vem muito da minha criação. Não por parte dos meus pais, mas sim do colégio onde eu estudei. Foi uma educação muito “Caxias” e que prezava muito o respeito à hierarquia. Do mesmo modo quando eu fazia dança: a professora berrava, exigia compromisso e respeito e colocava todo mundo na linha nem que fosse na marra. É por isso que tenho esse conceito do que seria um bom líder. Voltando ao assunto, na escalação foi aquele auê: mas e o Ganso? E o Neymar? E o Ronaldinho? Juro que até eu, mesmo não sendo a maior entendedora de futebol, me fiz essas perguntas, mas acabei lembrando do Felipão e pensei: Vai ser que nem em 2002, todo mundo contra o técnico e no final vai ser tudo lindo. É, me enganei, mas dessa história toda o que me deixou pensativa foi a instabilidade da opinião do torcedor brasileiro.

Tinham os que concordavam com a decisão do técnico e os que discordavam, mas com o decorrer dos jogos, virou tudo uma salada. Era comum você ouvir aquele seu vizinho que tinha jurado o Dunga de morte no primeiro jogo, dizer que sabia que ele ia fazer a coisa certa e que sempre acreditou depois do resultado do jogo Brasil X Costa do Márfim (3 a 1 pra quem não lembra). É, essa capacidade de esquecer das coisas e mudar de opinião de acordo com a conveniência sempre foi uma característica nossa. Não estou julgando ninguém, mesmo porque se estivesse estaria me julgando também, e acredito muito que todo mundo tem o direito de mudar de opinião, mas com algum embasamento claaaaro. Imagina:

Zé da esquina: – ODEIO O DUNGA. OW BICHO BURRO.

João amigo do Zé: – Err, mas tu não tinha dito que ele é o melhor técnico do mundo há alguns dias?

Zé da esquina: – Foi, mas ele não fez o que eu disse, então ele é burro. Eu já sabia que esse jogo ia ser assim!!!

TODO mundo já ouviu alguém falando que já sabia que tal coisa ia acontecer. Ueh, se já sabia, então por quê ainda fica com raiva? Gente estranha hein…Mas no final das contas dá pra perceber que o futebol é um parâmetro que serve de comparação pra tantas outras coisas que acontecem no Brasil. Vou cair naquele velho clichê de comparar com política: o político X já foi governador de tal cidade há alguns anos e está tentando se reeleger. Ele oferece cestas básicas, diz que vai dar casas pra todos os sem-teto, traz uma banda nacional pra tocar no seu comício e assim vai comprando o voto do povo. Só que esse povo não lembra que na última vez que o político X foi eleito, o Estado ficou na maior pindaíba e as únicas pessoas que ele ajudou, foram os parentes dele. Daí quando alguém chega e pergunta qual a justificativa do eleitor pra ainda votar nele, vem sempre uma esculpa: ahhh ele era inexperiente e mal assessorado, coitado. Com certeza vai fazer tudo diferente dessa vez. AHAM, senta lá Cláudia. Não costumo ser tão discrente assim, mas a gente aprende com os erros né?! E desse modo os brasileiros esquecem as coisas muito rápido (inclusive as coisas que falam) e quando alguém lembra, logo arranja uma justificativa. Se isso ficasse só no futebol, não ia ter problema. A final, no final da contas o mais gostoso do futebol é aquela discussãozinha depois do jogo pra saber quem está certo, não?

Com amor